Eficiência Energética

USO DE SILICONE NA CONSTRUÇÃO CIVIL DEVE CRESCER MAIS DE 10% EM 2013


A desoneração da folha de pagamento da construção civil anunciada no início de abril deve fomentar um crescimento maior do setor e promover expansão também dos produtos de silicones usados nas obras. “A indústria de silicones certamente será beneficiada, uma vez que o fornecimento de material para a construção civil representa uma parcela significativa do faturamento das fabricantes de silicones”, afirma Lucas Freire, coordenador da Comissão Setorial de Silicones da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim).

Com base na medida do governo federal, a Comissão da Abiquim reviu para cima as previsões de crescimento da indústria de silicones voltada à construção civil em 2013, para mais de 10%. Anteriormente, a previsão era que o uso de silicone no setor acompanharia o ritmo de crescimento de até 4% projetado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) para 2013.

O silicone é usado em quatro funções básicas na construção civil: selante, adesivo estrutural, hidrofugante e aditivo. O material também serve como matéria-prima para elaboração de objetos de arquitetura e decoração.

Como selante, o silicone é utilizado em vedações de esquadrias de portas, janelas e fachadas e em juntas de dilatação em diversos tipos de fachadas, pavimentos de concreto, pontes, boxes e banheiras, de louças sanitárias e da cozinha, e de azulejos e pisos. Quando usado como adesivo, é aplicado para unir o vidro, aço ou ACM (alumínio composto) a perfis de alumínio, criando as fachadas de vidro.

Quanto à função hidrofugante, o silicone é usado para proteção de tijolos, concreto, telhas, rejuntes e pedras naturais, impedindo a absorção de água e permitindo a saída de vapores. Além disso, como aditivo de tintas, o produto funciona como ligante, reforçando a estrutura molecular entre a tinta e o substrato onde é aplicada, aumentando sua aderência e longevidade. Também age como antiespumante, evitando a formação de “bolhas” durante a aplicação da tinta.


Fonte -Fonte: Jornal do Brasil online