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Testes eficientes podem confirmar tráfego noturno para grandes navios no Porto do Rio


Ainda neste semestre, o principal canal de acesso ao porto do Rio de Janeiro estará operacional para navegação noturna segura, o que reduzirá o tempo de espera dos navios em cerca de oito horas. Após diversos testes diurnos, foram iniciadas as manobras experimentais noturnas de entrada e saída de navios conteineiros pelo Canal de Cotunduba, principal acesso aquaviário ao Porto. O processo de transição para receber navios de maior porte de forma progressiva prosseguirá até a conclusão de quatro manobras, sendo duas de entrada e duas de saída, o que deverá ocorrer até a 1ª quinzena de maio. A previsão é de que o canal esteja operacional para navegação noturna com segurança ainda neste semestre.

Segundo o Diretor-Presidente da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ), Francisco Antonio de Magalhães Laranjeira, com uma navegação segura no período noturno, serão viabilizadas as operações de carga e descarga durante a noite, o que vai proporcionar maior competitividade para os terminais do Porto: “Estimamos uma redução do tempo de espera em aproximadamente 8 horas para cerca de 50% das escalas do Porto do Rio de Janeiro, o que representará uma diminuição do Custo Brasil, dada a otimização do carregamento dos navios, com uma menor estadia e a maximização das janelas de entrada e saída”.

 

Os testes estão sendo possíveis porque o Canal de Cotunbuba, também conhecido como “Canal Varrido”, recebeu recentemente uma moderna sinalização náutica, com três novas boias articuladas semissubmersíveis (BAS) dotadas da tecnologia de transceptores com AIS AtoN, que promovem maior precisão na delimitação do canal, a fim de reduzir o risco de acidentes.

 

Essa melhoria no balizamento foi possibilitada por uma parceria da CDRJ com as empresas arrendatárias ICTSI Rio, MultiRio e Triunfo Logística, que operam terminais no Porto do Rio de Janeiro. Todo o projeto foi desenvolvido por um Grupo de Trabalho (GT) liderado pela Autoridade Portuária, por meio do Gestor de VTMIS (Sistema de Gerenciamento e Informação do Tráfego de Embarcações), Marcelo Villas-Bôas, e que conta com a participação de representantes das empresas arrendatárias, da Marinha do Brasil (MB) e da Praticagem, além de consultoria da empresa Precursore, que elaborou o projeto de sinalização náutica para esse canal de acesso.