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PROJETOS DE INOVAÇÃO TECNOLÓGICA EM SOLAR, SMART GRID E BIOMASSA INTEGRAM PLANO DO GOVERNO FEDERAL


Projetos de inovação tecnológica em energia solar, smart grid, biomassa e exploração de gás não convencional poderão ser beneficiados pelo Plano Inova Empresa, lançado na quinta-feira pela presidente Dilma Rousseff. No total, o setor de energia e de gás – dois dos sete eixos do programa – deverão receber quase R$ 7 bilhões dos R$ 32,9 bilhões previstos.

O Plano está diretamente alinhado com os esforços da Finep (Agência Brasileira da Inovação), que participou diretamente da formulação de toda a proposta.

Parte destes recursos, cerca de R$ 3,3 bilhões, é destinada ao Plano de Inovação dos Setores Sucroenergéticos e Sucroquímicos (PAISS), já em execução, que tem entre os seus objetivos estimular iniciativas em gaseificação da biomassa.

Outra parcela, de R$ 2,4 bilhões, foi destinada ao Inova Energia, iniciativa conjunta de Finep, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pretendem fomentar projetos em smart grids, transmissão de energia em ultra alta tensão, fonte solar e heliotérmica e veículos híbridos e eficiência energética veicular.

Na área de Petróleo e Gás, projetos para exploração do gás não convencional, como o shale gas, por exemplo, terão recursos de R$ 1,2 bilhão.

Divisão:

O plano contém quatro linhas de financiamento a atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I): subvenção econômica a empresas (R$ 1,2 bilhão); fomento para projetos em parceria entre instituições de pesquisa e empresas (R$ 4,2 bi); participação acionária em empresas de base tecnológica (R$ 2,2 bi) e crédito para empresas.

Esta última, com disponibilidade de R$ 20,9 bilhões, oferecerá empréstimos com taxas de juros subsidiadas (2,5% a 5% ao ano), quatro anos de carência e 12 anos para pagamento. Os agentes executores são a Finep, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e o BNDES.

Somados os recursos próprios e as iniciativas conjuntas com outras instituições, a Finep vai operacionalizar cerca de 40% dos recursos anunciados, abrangendo modalidades como crédito e subvenção econômica, além dos financiamentos dedicados a instituições científico-tecnológicas.

“Com este Plano, o financiamento do Governo Federal para inovação tecnológica atingirá um patamar sem precedentes. Estamos dando um salto rumo à consolidação da ciência, tecnologia e inovação como eixo estruturante e sustentado da economia brasileira”, avalia o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, responsável pela articulação do Plano Inova Empresa junto aos demais ministérios envolvidos.


Fonte -Fonte: O progresso