Legislação

PROGRAMA RIO CAPITAL DA ENERGIA: NA ROTA DA EFICIÊNCIA ENERGÉTICA


Fazer do Rio de Janeiro um centro de referência mundial em racionalização, inovação tecnológica e sustentabilidade ambiental na área energética é o objetivo do Programa Rio Capital da Energia, lançado pelo Estado do Rio de Janeiro e que engloba, entre outras atividades, diversas ações na área de eficiência energética. O programa, segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno, será realizado em parceria com empresas, órgãos e entidades públicas e privadas.

Bueno contou que o Rio de Janeiro é a capital da energia no Brasil. “Aqui se produz o maior volume de petróleo do Brasil, o maior volume de gás natural, é onde fica o maior parque térmico do país, sem contar com as centrais nucleares de Angra 1 e 2 e, futuramente, de Angra 3”, disse o executivo.

Atualmente, o estado conta com 85 empreendimentos geradores de energia, entre termelétricas, hidrelétricas e PCHs, e produz 8.600 MW. “Teremos a oferta de outros 3.700 MW nos próximos anos, com sete novos projetos em execução”, comentou o secretário.

Na área de eficiência energética, foi fechado um convênio com as distribuidoras Ampla e Light, para implantar sistemas de racionalização de energia em escolas, hospitais e em todas as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Além disso, as distribuidoras farão a avaliação dos sistemas elétricos em escolas e hospitais. “A ideia é começarmos com 20 escolas e cinco hospitais, para que possamos realizar a eficiência energética”, disse Bueno.

O Rio Capital da Energia prevê, ainda, ações para massificar o conceito de uso racional de energia, inclusive campanhas de comunicação. “Queremos que as pessoas, quando forem comprar uma televisão, uma geladeira, o façam de acordo com o consumo de energia, que este item seja levado em conta”, acrescentou o secretário.

Dentro do programa, também foi criado um comitê que vai acompanhar indicadores de emissões de dióxido de carbono e consumo energéticos, contribuindo para a eficiência energética e para uma economia mais limpa.

Através do programa também serão realizados investimentos em Ciência e Tecnologia, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e linhas de financiamento da Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro (Investe Rio).

“O Rio precisa assumir um compromisso com a sustentabilidade, com a redução da emissão de gases, com a eficiência energética ” – declarou Bueno.

Segundo o secretário, a oportunidade para a criação do Rio Capital da Energia coincide com a extensa agenda internacional do estado, destacando a realização da Rio + 20, em 2012; da Copa do Mundo, em 2014; e dos Jogos Olímpicos, em 2016. “Esses importantes eventos podem e devem servir de catalisadores para difusão mundial do conceito, dos projetos e das ações do programa fluminense”, afirmou Bueno.

O Comitê Estratégico do Rio Capital da Energia é formado por secretarias estaduais de Desenvolvimento Econômico – responsável pela Secretaria Executiva do programa -, de Ambiente e de Ciência e Tecnologia, além da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Agência Nacional do Petróleo (ANP), BR Distribuidora, CEG/CEG Rio, EBX, EDF/UTE, Eletrobras, Eletronuclear, Endesa/Ampla, Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Fecomércio, Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Furnas, Instituto Brasileiro do Petróleo, Light, Neoenergia, OGX, Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Petrobras, Pontifícia Universidade Católica, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).


Fonte -Fonte: Procel Info / Carolina Medeiros