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NORMA INDICA COMO OBTER ECONOMIA NO DIMENSIONAMENTO DE CONDUTORES


Sem dúvida, o ponto primordial de uma instalação elétrica é que ela atenda plenamente as necessidades do usuário com qualidade e segurança. No entanto, outros fatores têm conquistado espaço no mercado, como a busca por eficiência energética. Assim, além de projetos bem dimensionados, cresce o volume de soluções capazes de baixar o consumo de eletricidade, mantendo um alto nível de performance.

Nesse contexto, a SIL – uma das principais fabricantes brasileiras de fios e cabos destinados às instalações elétricas com tensões até 1kV – observa que mais um passo importante foi dado na busca por mais eficiência nas instalações. Dessa vez, o avanço ocorreu na parte normativa, com a publicação, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), da norma NBR 15920: “Cabos elétricos – Cálculo da corrente nominal – Condições de operação – Otimização econômica das seções dos cabos de potência”.

Mais que uma simples norma, esta NBR surge como ferramenta eficaz para a escolha econômica dos fios e cabos com base em perdas elétricas por aquecimento, chamado de efeito Joule, que ocorre quando a corrente elétrica percorre o condutor e transforma energia elétrica em energia térmica. Ela aplica-se para o dimensionamento em instalações de baixa e média tensão que utilizam cabos isolados em PVC até 6kV e em EPR e XLPE para tensões maiores.

A NBR 15920 não substitui as tradicionais normas de instalações elétricas, como a NBR 5410. Ao contrário, ela chega para somar. “No dimensionamento tradicional de uma instalação elétrica, feito de acordo com a NBR 5410, a capacidade máxima de corrente de uma seção nominal é baseada na máxima temperatura de operação do isolante, sendo que no caso de condutores isolados de PVC, a temperatura máxima é de 70ºC; já nos cabos isolados em EPR ou XLPE, a temperatura máxima é de 90ºC. Além dessa capacidade máxima, outros fatores que fazem baixar esse valor máximo de corrente em um circuito específico devem ser levados em consideração, entre eles, a temperatura ambiente e o agrupamento de condutores. A NBR 15920 traz mais uma variável a esta análise, que é o custo das perdas por efeito joule durante a vida útil do condutor”, explica Nelson Volyk, gerente de engenharia e qualidade da SIL.

Vantagens a médio e longo prazo:

Uma das principais características da NBR 15920 é que, em lugar de considerar apenas o montante inicial investido na aquisição dos condutores elétricos, ela permite que o profissional que irá executar o projeto avalie também os custos originários das perdas de energia por efeito joule, decorrentes das temperaturas operacionais permitidas pelos materiais isolantes durante toda a vida útil do condutor. Em outras palavras, essa nova norma possibilita ganhos econômicos ao longo do tempo, sem abrir mão da segurança e qualidade da sua instalação.

“Uma seção nominal maior do que aquela que seria escolhida baseada apenas no mínimo custo inicial conduz a uma menor perda de energia por efeito joule para a mesma corrente. Quando considerado pela duração de sua vida útil, fica evidente a economia”, comenta Volyk, lembrando que a seção econômica do condutor é aquela obtida quando a soma dos custos futuros das perdas de energia com os custos iniciais de compra e instalação são minimizados.

Cálculo da seção:

A NBR 15920 apresenta dois métodos para o cálculo da seção econômica, sendo que ambos seguem os mesmos conceitos financeiros. O primeiro baseia-se em uma condição de instalação específica: é feita a análise para uma série de seções de condutores e calcula-se uma gama de correntes econômicas para cada uma das seções de condutor. Então, é selecionada aquela cuja faixa contém o valor requerido para a carga.

O segundo método é mais adequado quando apenas uma instalação está sendo analisada e dimensionada. Ele consiste em calcular a área da seção transversal ótima para cada carga exigida. A partir daí, é possível selecionar a seção nominal do condutor mais próxima.

Em uma instalação residencial, as seções de condutores de tomadas de uso geral e iluminação seguem os critérios definidos na NBR 5410. “Portanto, as residências não são o principal foco da NBR 15920, que tem como prioridade as instalações de maior consumo de energia. Importante ressaltar que esta norma não é simples e seus cálculos são complexos”, informa Volyk.


Fonte -Fonte: Segs