Legislação

MANTEGA ADMITE PIB MENOR EM 2013 E 2014


O Governo já admite que a economia brasileira vai crescer menos que o esperado. Em entrevista ao site G1, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou ontem que a previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma de produtos e serviços produzidos no país) para este ano e para 2014 será revisada para baixo.

– O governo vai trabalhar no orçamento de 2014 e no relatório que vamos ter no mês que vem com a revisão do PIB para 2013. A revisão será para 2,5%.
A última previsão oficial, divulgada em julho no Orçamento de 2013, apontava para uma alta de 3% no PIB deste ano. Em dezembro de 2012, também em entrevista exclusiva ao G1, Mantega afirmara que a previsão era de alta de 4% no PIB deste ano. Com relação a 2014, o ministro diz que a previsão de 4,5% vai cair para 4%.

Oscilações no câmbio:

Falando sobre a alta do dólar – que ontem fechou cotado a R$ 2,45, a maior cotação desde dezembro de 2008 – Mantega afirmou que a elevação é passageira.- Essa excessiva alta é passageira. Para onde vai, nós não sabemos, mas acho que depois da turbulência do Fed ela volta para patamares menores – disse, destacando que, para o governo, não é bom um dólar num patamar elevado.

Segundo Mantega, a alta do câmbio é um “movimento transitório”, cuja causa já foi identificada.
– É um movimento dos títulos americanos e das ações do Banco Central americano. Elas vão refluir em algum momento. O importante é que nosso câmbio é flutuante, e que flutua em todas as direções – afirmou.

O ministro se referia ao programa de estímulo monetário dos Estados Unidos, onde o Federal Reserve (o Fed, o BC americano) vem injetando mensalmente US$ 85 bilhões dólares no mercado ao recomprar títulos, e que pode ser encerrado em meados do próximo ano.

Combustíveis:

Com relação a um possível reajuste dos combustíveis, Mantega reconheceu que a alta do dólar pressiona os custos da Petrobras, mas disse não ver necessidade de um aumento automático em função da desvalorização do real. Indagado se um novo reajuste nos preços dos combustíveis seria inevitável, disse:

– Não é questão de ser evitável ou não. Todo ano a Petrobras reajusta o preço da gasolina e do diesel, isto é normal. Não há número fixo de reajuste (no ano). Pode ser um, dois, três. Há uma tendência de convergir com o preço internacional. O que não pode passar para o preço é uma turbulência passageira porque senão os preços estariam “endoidados”.


Fonte -Fonte: O Globo