Hidrossanitária

ENERGIA SOLAR TEM INÚMERAS APLICAÇÕES


Captada por painéis fotovoltaicos, é usada em bombeamento de água, iluminação rural, cercas, telefonia e irrigação.

Além da já conhecida energia solar térmica, usada para aquecimento de água, um outro tipo de energia solar, a fotovoltaica, pode ser uma importante fonte de eletricidade na zona rural. Trata-se de uma modalidade já empregada no País há mais de 20 anos, sobretudo em áreas mais isoladas no Norte e Nordeste, onde a rede elétrica não chega.

De acordo com o economista Walter Bodra, que trabalha com energia solar há mais de dez anos, a tecnologia poderia ser mais difundida no Brasil.

“As aplicações da tecnologia fotovoltaica são inúmeras: iluminação rural, sistema de telefonia, bombeamento de água, cerca elétrica, sistemas de irrigação, oxigenação de lagos, entre outras”, cita o economista.

A tecnologia é composta por um painel fotovoltaico, formado de células de silício, material encontrado em abundância na natureza e largamente utilizado na indústria eletrônica. “Este painel permite transformar a luminosidade em eletricidade, formando uma corrente contínua”, explica Bodra.

Kit completo. Os painéis de silício são importados e têm dimensões variadas. Conforme a finalidade de cada projeto, são interligados para gerar a energia desejada. Cada kit pode conter, além das placas, uma bateria, usada para armazenar a energia gerada pelo painel. “A eletricidade gerada pode ser descarregada em uma bateria. Uma placa de 68 centímetros por 68 centímetros, por exemplo, pode gerar 50 watts de potência”, afirma Bodra.

Em países da Europa, na China e no Japão, onde a energia solar fotovoltaica é mais difundida, é comum encontrar residências com telhados cobertos por painéis de silício. “Nesses países, os painéis são interligados à rede elétrica e a eletricidade que não é consumida na residência vai para a rede elétrica e a concessionária paga por essa energia extra”, diz. “Ou seja, o morador ainda tem mais uma fonte de renda”, conta o economista. No Brasil, diz ele, a energia fotovoltaica já é adotada com sucesso em mais de 2 mil edifícios em Belo Horizonte.

O custo da tecnologia fotovoltaica, segundo ele, é muito variável, pois depende de cada caso e do porte do projeto. Para cada caso é elaborado um projeto individual, com um sistema dimensionado para uma determinada finalidade.

“Mas para se ter ideia, a instalação de um sistema completo para gerar energia para uma cascata de piscina, com finalidade ornamental, por exemplo, custa R$ 1.980 (kit menor) e R$ 2.680 (kit maior). Os painéis fotovoltaicos são ligados diretamente na bomba d’água e, se houver sol, começam a funcionar na hora”, explica.

“O custo-benefício da tecnologia compensa, porque o sistema, além de ter vida útil longa, praticamente não exige manutenção específica”. O especialista calcula que a economia na conta de luz, com a adoção da energia solar fotovoltaica, chegue a até 40%. “Mas não é apenas a questão financeira. Mais importante é que se trata de uma fonte de energia limpa, 100% responsável”.

Mais informações:

Walter Bobra – e-mail: bodraw@uol.com.br


Fonte – Fonte: O Estado de S.Paulo / Fernanda Yoneya