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Empresa espanhola quer difundir tecnologia solar flutuante no país


A Isigenere procura empresas brasileiras interessadas em executar projetos com seu sistema patenteado.

De olho no potencial brasileiro para gerar energia em usinas solares flutuantes, que começam a entrar no radar de investidores e até de estados como São Paulo, que abriu chamada pública em outubro para implantar quatro delas na represa Billings, a espanhola Isigenere está querendo firmar parcerias com empresas brasileiras para difundir sua tecnologia especializada nesse segmento.

A empresa desenvolveu e comercializa desde 2008 um sistema patenteado de geração solar flutuante, o Isifloating, que permite a cobertura parcial ou total de superfícies de água para construir usinas, seja em reservatórios de hidrelétricas, de irrigação, de estações de tratamento de água industrial, de barragens de rejeitos, em lagos naturais ou mesmo fazendas de aquicultura.

De acordo com o CEO da Isigenere, Andrés Franco Jiménez, desde seu lançamento em 2008 a tecnologia tem sido atualizada. A versão atual é o Isifloating 4.0, que aliou melhorias na escolha de materiais para tornar a instalação mais resistente a intempéries e com baixo custo de operação e manutenção.

Como modelos de negócios, Jiménez explica que a empresa opera normalmente em parcerias com empresas de engenharia e EPCistas, utilizando sua tecnologia padrão ou criando soluções customizadas para os clientes finais. O executivo observa, porém, que a empresa nunca realiza um projeto por conta própria em mercados onde tem parceiros da área de engenharia. “Nunca nos tornaremos concorrentes. Quando temos clientes interessados na nossa solução passamos para os parceiros coordenarem os projetos”, disse.

Os casos mais comuns de parcerias são com empresas já com conhecimento em energia solar convencional, que implantam usinas no solo e em telhados, mas sem conhecimento no conceito flutuante. A tecnologia Isifloating inclui o projeto da estrutura flutuante, a ancoragem e amarração, além do fornecimento de todos os elementos necessários para a construção e o treinamento da empresa responsável pelo EPC para a instalação da usina.

Para Jiménez, entre as vantagens das usinas solares flutuantes, os destaques são a liberação de terrenos para outros fins durante os mais de 25 anos de duração da instalação, o aumento da geração de energia entre 10% e 15% pelos painéis solares por conta principalmente do melhor resfriamento dos sistemas e a redução em mais de 80% da evaporação da água dos reservatórios por causa da cobertura proporcionada pelas placas.

Interessados em possíveis parcerias podem contatar Andrés Franco Jiménez pelo email afranco@isigenere.com

 

Fonte: arandanet.com.br