Legislação

EM BUSCA DE UMA INDÚSTRIA AINDA MAIS SUSTENTÁVEL


Na quarta-feira, 20 de junho, o Sistema FIRJAN e FIESP reuniu líderes empresariais de diversos setores da economia brasileira para discutir os desafios do desenvolvimento sustentável. O Seminário de Lideranças Empresariais, que também aconteceu no dia 21, foi realizado no “Humanidade 2012”.

Na abertura do evento, o presidente do Sistema FIRJAN, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, ressaltou a relevância de um espaço para debate de questões empresariais relacionadas à sustentabilidade.

“Nestes dois dias e seis painéis, vamos vislumbrar algumas ações de sucesso em empresas brasileiras e estrangeiras. Todos nós concordamos que o único desenvolvimento possível é o desenvolvimento sustentável”, afirmou Eduardo Eugenio.

Em seu discurso, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, elogiou o “Humanidade 2012” e a atuação do Sistema FIRJAN e demais parceiros. “As discussões realizadas neste espaço estão à altura da indústria brasileira. Elas nos levam à reflexão sobre o conceito de sustentabilidade”.

Na ocasião, o presidente da FIESP, Paulo Skaf registrou que “a chave para a sustentabilidade é o equilíbrio entre as questões: ambiental, social e econômica”.

Mediado pelo jornalista George Vidor, o primeiro painel do seminário debateu o tema “Caminhos para uma nova economia” e abordou os desafios e a contribuição empresarial para que o desenvolvimento sustentável se estruture aliando-se a questão ambiental aos objetivos econômicos e sociais.

Segundo Ricardo Castanheiras, vice-presidente de Relações Institucionais da CCR, uma das maiores empresas de concessão de rodovias e mobilidade urbana do mundo, as indústrias podem ter iniciativas sustentáveis.

“Temos trabalhado com reaproveitamento de materiais, em parte das nossas estradas. Atualmente, 15% das rodovias da CCR possuem pavimentação composta por pó de pneu. A cada quilômetro, são usados mil pneus”, comentou Castanheiras.

Para Jorge Soto, diretor de Sustentabilidade da Braskem, a maior produtora de resinas termoplásticas das Américas e atuação nos setores químico e petroquímico, os assuntos ambientais sempre estão no foco das empresas de seu segmento.

“De 2007 até hoje, a Braskem já reduziu em 10% a emissão de gases. No Brasil, já são reciclados 20% dos materiais plásticos, que podem ser transformados em outros itens ou em energia. Temos como aumentar este número” – destacou Soto.

Sustentabilidade permeia processos produtivos:

Em sua apresentação, Thomaz Nagy, vice-presidente de Relações com a Comunidade da empresa de biotecnologia Novozymes, alertou para o aumento progressivo da população e do consumo no mundo.

“Temos que mudar a maneira com qual lidamos com os recursos naturais. Além disso, a sustentabilidade deve estar na inclusão social, geração de emprego e renda, pontos importantes para as pessoas e os negócios”, disse Nagy.

Já Gérard Wolf, vice-presidente de Desenvolvimento Internacional da EDF, a maior empresa de energia do mundo, um dos pontos fundamentais para uma nova economia está relacionado à distribuição de eletricidade. “Precisamos trabalhar para que a energia elétrica possa chegar a todos, pois sem ela não existe educação, saúde e muitos outros serviços”.

Para o diretor de Relações Corporativas da Ambev, Milton Seligman, as preocupações ambientais são relevantes, mas também são essenciais para o processo produtivo: “As questões de sustentabilidade são importantes para o meio ambiente e para os negócios. Na Ambev, 72% da produção depende do fornecimento de água. Nós, como outras empresas, precisamos deste recurso”, comentou Seligman.

O Seminário de Lideranças Empresarias, que aconteceu no dias 20 e 21 de junho, foi um importante fórum de ideias e apresentações de experiências, que estimularam a reflexão sobre ações sustentáveis nas indústrias.


Fonte -Fonte: Firjan