Hidrossanitária

CMSE: SISTEMA TEM SOBRA ESTRUTURAL E ESTÁ EM EQUILÍBRIO


O Comitê de Monitoramento do Setor elétrico (CMSE), em reunião presidida pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, informou após reunião ordinária na quarta-feira (04/03), que entraram em operação no Sistema Interligado Nacional (SIN), até o mês de março, 1.476 MW, do total de 6.410 MW de capacidade de geração previstos para o ano. De acordo com nota do colegiado, há sobra estrutural de 7.300 MW de energia no SIN.

O sistema elétrico apresenta-se estruturalmente equilibrado, devido à capacidade de geração e transmissão instalada no país, que continua sendo ampliada com a entrada em operação de usinas, linhas e subestações, considerando-se tanto o critério probabilístico (riscos anuais de déficit), como as análises com as séries históricas de vazões, para o atendimento da carga prevista para 2015, da ordem de 67.055 MW médios de energia.

O Sistema Interligado Nacional – SIN, dispõe das condições estruturais para o abastecimento do País, embora as principais bacias hidrográficas onde se situam os reservatórios das regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste tenham enfrentado uma situação climática desfavorável no período úmido do ano anterior. Considerando o risco de déficit de 5%, conforme critério estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Energética – CNPE, há sobra estrutural de cerca de 7.300 MW médios para atender a carga prevista, valor esse atualizado com as datas de entrada em operação das usinas para os próximos meses e a nova projeção de demanda. Em 2015, entraram em operação 1.476 MW do total de 6.410 MW de capacidade de geração previstos, dos quais 972 MW desde a última reunião deste Comitê, conforme listado a seguir:

Segundo informações do CEMADEN e INPE/CPTEC, no mês de fevereiro a chuva foi espacialmente irregular sobre a Região Sudeste, oscilando em torno da média histórica. Em particular choveu acima do normal no centro de MG na maior parte de SP e no ES, e abaixo do normal na zona da mata mineira, em parte do triângulo mineiro e no RJ. Na Região Centro-Oeste choveu acima da média histórica no sul de GO e no norte do MS e abaixo do normal na maior parte do MT. Na Região Sul as chuvas superaram a média histórica no norte e leste do PR, e em parte de SC e do norte de RS. Nas demais áreas dessa região choveu ligeiramente abaixo da média histórica. Na Região Norte choveu abaixo da média histórica em quase toda a região. Assim, as afluências verificadas em fevereiro foram 58%, 27%, 138% e 54% da média histórica nas regiões Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Norte, respectivamente.

Considerando a configuração do sistema do Programa Mensal de Operação – PMO, de março de 2015, e simulando-se o desempenho do sistema utilizando as 82 séries de energias afluentes observadas no histórico, considerando o despacho das térmicas por ordem de mérito, obtêm-se valores para o risco de qualquer déficit de energia iguais a 6,1% e 1,2% respectivamente para as regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste. Considerando, agora, o despacho pleno das térmicas em 2015, os valores para o risco de qualquer déficit de energia passam para 6,1% e 0,0% nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, respectivamente. Com base nas análises efetuadas, observa-se que as condições de suprimento de energia do Sistema Interligado Nacional mantiveram-se estáveis em relação ao mês anterior.

Mesmo com o sistema em equilíbrio estrutural, ações conjunturais específicas podem ser necessárias, em função da distribuição espacial dos volumes armazenados, cabendo ao Operador Nacional do Sistema Elétrico – ONS a adoção de medidas adicionais àquelas normalmente praticadas, como aquelas adotadas em 2014, buscando preservar os estoques nos principais reservatórios de cabeceira do SIN.

Além das análises apresentadas, outras avaliações de desempenho do sistema, utilizando-se o valor esperado das afluências e anos semelhantes de afluências obtidas do histórico, não indicam, no momento, insuficiência de suprimento energético neste ano.

Entretanto, deve-se observar que o período úmido de 2015 ainda não se encontra consolidado. Com isso, a avaliação conjuntural do desempenho do sistema e de riscos de déficit associados deve ser feita de forma cuidadosa. Dadas as afluências verificadas em janeiro e fevereiro nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, as afluências nos próximos meses serão relevantes para a avaliação da adequação das condições de suprimento em 2015, o que reforça a necessidade de um monitoramento permanente.

O CMSE, na sua competência legal, monitora as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País.


Fonte -Fonte: Rio Capital da Energia