Legislação

APARTAMENTO NA PLANTA PODE SER BOM NEGÓCIO, SEGUNDO ESPECIALISTAS


Comprar um bom imóvel a um preço razoável não é fácil. Segundo especialistas do setor, a melhor forma de economizar ainda é comprar o imóvel na planta, pois garante valores mais em conta e melhores condições de pagamento. Segundo o diretor da Lopes Imobiliária, Vicente Coelho, a compra na planta permite um planejamento melhor por parte dos compradores, na medida em que suaviza a quitação das prestações.

“Quando o cliente compra na planta ele pode dividir o pagamento. Geralmente, 20% do valor ele pagará antes da entrega das chaves de duas formas, 10% ele paga no ato e os outros 10% são divididos em parcelas sem a cobrança de juros (que é proibida por lei neste caso), apenas da correção monetária, até o imóvel ficar pronto. Depois, o cliente pode financiar os 80% restantes”, esclarece.

Além da facilidade de pagamento, a valorização do imóvel também é um atrativo aproveitando o ótimo momento do mercado imobiliário, diz o presidente da Fernandes Maciel, Vicente Paulo Maciel. Segundo ele, a compra do imóvel na planta permite que o comprador faça uma espécie de “poupança forçada” e que possa no futuro garantir um patrimônio e a valorização do imóvel. Associada a essa valorização está ainda a possibilidade de escolher o melhor imóvel, aponta o presidente da Fernandes Maciel.
“Na planta, o comprador pode escolher o apartamento que quiser, com sol da manhã ou da tarde, no andar que achar melhor e com a tipologia que preferir”, diz Vicente Maciel. A Fernandes Maciel lançou recentemente o condomínio Nóbrega 1, na Rua Nóbrega, no Jardim Icaraí. O presidente da empresa conta que as unidades de quarto e sala e dois quartos estão variando entre R$ 466 mil e R$ 800 mil.

Já o diretor da Lopes Imobiliária acrescenta que algumas construtoras oferecem a opção de o comprador modificar o apartamento sem qualquer custo adicional.
“Algumas incorporadoras permitem modificações, como derrubar uma parede para transformar um quarto em sala e escolher acabamentos diferenciados”, conta Vicente Coelho.

Outra construtora que acabou de lançar um empreendimento na zona sul foi a Soter. Segundo o diretor superintendente da empresa, Julio Kezem, 52% das unidades do Diamond, na Rua Mem de Sá, em Icaraí, já foram vendidas. As unidades de três quartos custam R$ 900 mil e as de quatro quartos em torno de R$ 1,3 milhão.
“Apartamentos em bairros nobres e valorizados também são uma garantia. Nestes locais, dificilmente um imóvel não terá valorização. A oferta é baixa e a procura muito grande”, lembra Kezem.

O principal risco da compra na planta é que a entrega do imóvel acabe atrasando, o que se tornou comum há alguns anos e deixou os clientes desconfiados. No entanto, segundo o diretor superintendente da Brasil Brokers, Bruno Serpa Pinto, o problema dos atrasos foi superado.

“Houve um problema entre os anos de 2008 e 2009, quando as construtoras fizeram muitos lançamentos e estavam com dificuldade de entregar os imóveis por conta da falta de mão de obra. Mas elas já se ajustaram e hoje é muito difícil ocorrer um atraso”, diz.

Atualmente, as construtoras têm um prazo de 180 dias além do prazo previsto em contrato para entregar o imóvel. O presidente da Fernandes Maciel, Vicente Paulo Maciel, lembra que a Lei do Patrimônio de Afetação, criada em 2004, aumentou as garantias para os clientes.

“Hoje todo o valor pago pelos clientes precisa ser investido pela empresa na construção daquele empreendimento. Ou seja, a construtora não pode transferir recursos para outras obras ou para o próprio caixa”, diz Maciel.


Fonte -Fonte: O Fluminense / Bruno Uchoa