sindistal

Sindistal

SUPER DESTAQUE: A política da qualidade no contexto da política empresarial

Para se estabelecer a Política da Qualidade da organização, é necessário que grandes e importantes critérios sejam levados em consideração. Em primeiro lugar, a construção da Política da Qualidade não deve ser uma tarefa solitária. Ainda que as diretrizes maiores e as matrizes das grandes ações emanem do pensamento e das estratégias pensadas pela direção para a empresa, é necessário que haja discussões de linha macro com as pessoas que promovem a consistência e garantem o tônus institucional da organização.

As questões devem ser discutidas na direção e conduzidas para os níveis compatíveis e comprometidos da empresa, sem nenhuma preocupação inicial com detalhes e minúcias que não fecham um circuito ou um pensamento. Elucubrações e devaneios não cabem neste propósito. Ao contrário, é imprescindível estar com os pés em solo firme. O que se fala é real e factível; o que se pensa não é delírio, é a construção do projeto que vai se materializar.

Ainda alinhado com o momento primeiro e decisivo, é imprescindível que a Política da Qualidade seja um eco “qualitativo” da Política Empresarial. Não há que se falar em situações similares e sim em situações congêneres. Não se tem que pensar em problemas e soluções. Deve-se pensar no que é fundamental e, então, partir-se para uma formulação geral que conterá os grandes princípios e diretrizes, que vão se desdobrar nas ações diárias, que estarão moldando o perfil da empresa.

Tanto para a Política Empresarial quanto para a Política da Qualidade, são fatores preponderantes a contextualização da empresa no seu nicho de mercado, na sua capacidade econômico-financeira, na sua competência técnica, nos conhecimentos e habilidades, nos cenários que se descortinam para atrair, desenvolver e manter novos negócios e, sobretudo, a abertura para a modernidade tecnológica, de gestão e esforço recompensado no desempenho de sua estabilidade.

Já de saída, é necessário ter uma visão sistêmica, com uma abertura para o ambiente do entorno, bem como uma gestão por processos. A globalização está a nos apresentar diariamente novas facetas para as novas tecnologias, não apenas eletrônicas ou espaciais, mas a aparentemente simples gestão de processos disponibiliza tecnologias importadas, tais como o BPM – Business Process Management, que é o Gerenciamento de Processos de Negócio. Um Processo de Negócio pode transcender os limites da organização, embora nela se inicie, mas somente é considerado completo quando é finalizado. Aliás, esta é a característica do processo: conjunto de ações interligadas que produzem o resultado desejado, através da transformação dos insumos (entradas) em resultados (produtos ou serviços – saídas).

O BPM, evoluiu para o BPMN (Business Process Management Notation) e para BPMI (Business Process Management Iniciative), e por aí vai. 2 Veja-se que sempre se tem o foco de Gerenciamento de Processos para os negócios. Então, por que seria diferente para nossas empresas? Não é tão difícil, mas há que se ter pessoal qualificado. Se não tivermos condição de mergulhar tão profundamente, façamos o mínimo, que tanto ouvimos falar e tão pouco fazemos: planejar, planejar, planejar. Desde o planejamento estratégico, passando pelos projetos, pelos planos, buscando sempre os pontos de agregação de valor. E a nossa Política da Qualidade, onde entra? O tempo todo! Porque ela já nasce alinhada com a Política da Empresa; daí, passa a ser sua parceira inseparável, para dar visibilidade de garantia, de avanço diferenciado, de prazo, de estética, de valor percebido pelo cliente e, sobretudo, por estar em completa conformidade de requisitos especificados, para a sua perfeita entrega ao cliente muitas vezes em condições superiores à expectativa desse cliente.

E, quando se pensou a Política da Qualidade, certamente nosso produto ou nosso serviço foi visto assim. Os meios serão mais ou menos sofisticados e complexos, de acordo com a intenção, a envergadura dos projetos e exigibilidade dos processos.

No mais, para se pensar na importância de uma Política da Qualidade bem estruturada, basta lembrar dos custos da não Qualidade, que vai desde o retrabalho, horas excedentes, gastos com novos materiais, multas contratuais, despesas legais, perda de imagem, com a consequente perda de novos clientes e novos negócios, além de dificuldades para manter os atuais clientes, dependendo da dimensão do dano causado.

Autora: Rosimar de Souza Ribeiro, Assessora de Qualidade do SINDISTAL.