PRESIDENTE DO SISTEMA FIRJAN EXPRESSA PREOCUPAÇÃO COM OS RUMOS DO PAÍS E A IMOBILIDADE DO GOVERNO

Em entrevista, na última semana, a dois dos principais jornais do país, o presidente do Sistema FIRJAN, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, expressou sua preocupação com os rumos do Brasil e a imobilidade do governo para solucionar os problemas diante da grave crise institucional. Ao jornal Valor Econômico, Gouvêa Vieira destacou a insatisfação dos empresários com a condução da economia e seus resultados desastrosos.

“As pessoas estavam com a ilusão de uma melhor vida e acordaram agora com uma situação horrorosa. É como se tivessem tomado droga. As pessoas ficam satisfeitas, alegres com as coisas boas, e depois vem o desastre. Estamos com problemas enormes”, disse ao Valor.

De acordo o presidente da Federação, os empresários não suportam mais o que está ocorrendo no meio político, que acaba afetando a economia brasileira. Segundo ele, o país está em uma encruzilhada, com dois caminhos a seguir, “o exemplo dos países mais desenvolvidos e o que fizeram de bom, para tornarmos um país de primeiro mundo; o outro caminho é o da republiqueta”.

Gouvêa Vieira destacou ao Estadão que não advoga pelo impeachment, mas ressalta que é um instrumento democrático previsto na Constituição para sair do impasse criado pela crise política, diante de um governo que perdeu a “musculatura”. “Não tenho torcida sobre isso. Agora, é um instrumento que está na mesa, que tem que ser examinado dentro da normalidade. Se existem atos que feriram a legislação, a Constituição, isso não é golpe”, argumentou o presidente, conclamando o Congresso Nacional a encontrar uma saída para a crise.

Fonte: Firjan

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