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MINISTRO PREVÊ OPORTUNIDADE DE REDUÇÃO DO DESEMPREGO NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Ministro aposta todas as fichas no setor que, segundo ele, deve gerar mais de 1 milhão de empregos ainda em 2015. Em maio, foram fechados 115.599 postos com carteira no País.

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, está colocando todas as fichas na construção civil como canal de retomada do mercado de trabalho com carteira assinada. De acordo com ele, após os péssimos resultados de maio, há perspectiva de melhora no quadro de criação de vagas formais a partir do segundo semestre, pelo empurrão que – diz acreditar – o setor de construção dará no emprego.

“O FGTS já desembolsou R$ 20 bilhões neste primeiro semestre para o setor da habitação e saneamento básico e esses recursos vão ajudar a recuperar os empregos na construção civil, que deve gerar mais de 1 milhão de postos ainda em 2015”, previu.

Por enquanto, a indústria de construção segue com saldo negativo, com a perda de 108.573 vagas nos cinco primeiros meses de 2015. Segundo informou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na sexta-feira, considerando todos os setores, no acumulado do ano o Brasil eliminou 243.948 empregos formais, 115.599 deles somente em maio, o pior resultado para o mês da série histórica, iniciada em 1992. É a primeira vez que o País apresenta resultado negativo em maio. Em igual mês do ano passado, o saldo tinha sido positivo em 58.836 pela série sem ajuste.
A série sem ajuste considera apenas o envio de dados pelas empresas dentro do prazo determinado pelo MTE. Após esse período, há um ajuste da série histórica, quando os empregadores enviam as informações atualizadas para o governo. No início da semana passada, Manoel Dias tinha informado que o número de Caged de maio seria negativo, a exemplo do que ocorreu em abril, quando foram fechados 97.828 postos de trabalho.

A indústria de transformação foi a responsável pelo maior número de fechamento de vagas em maio. No total, foram cortados 60.989 postos no setor, resultado de 230.981 admissões e 291.970 desligamentos no período. Em segundo lugar como destaque negativo, o setor de serviços reduziu 32.602 postos, com 584.137 admissões e 616.739 demissões. A construção civil fechou 29.795 vagas e o comércio encerrou 19.351 empregos no mês. O único setor com saldo positivo em abril foi a agricultura, com 28.362 novas vagas.


Fonte -Fonte: Jornal do Commercio