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IGP-10 cai 0,26% em janeiro ante queda de 1,23% em dezembro, afirma FGV

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) recuou 0,26% em janeiro, após a queda de 1,23% registrada em dezembro do ano passado, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na manhã desta quarta-feira, 16. A deflação foi bem maior do que a mediana negativa de 0,05% calculada pelo Projeções Broadcast. O resultado de janeiro veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro, que esperavam desde uma queda de 0,50% a um avanço de 0,07%.

Quanto aos três indicadores que compõem o IGP-10 de janeiro, os preços no atacado medidos pelo IPA-10 tiveram redução de 0,59% no mês, ante uma diminuição de 1,83% em dezembro. Os preços ao consumidor verificados pelo IPC-10 apresentaram crescimento de 0,45% em janeiro, após a queda de 0,09% em dezembro. Já o INCC-10, que mede os preços da construção civil, teve aumento de 0,29% em janeiro, depois de um avanço de 0,12% em dezembro.

O IGP-10 acumulou um recuo de 0,26% no ano. A taxa em 12 meses ficou positiva em 6,80%. O período de coleta de preços para o indicador de janeiro foi do dia 11 de dezembro a 10 deste mês. O IGP-DI, que apurou preços do dia 1º a 31 do mês passado, caiu 0,45%.

Influências

Os aumentos nos preços dos alimentos pesaram na inflação ao consumidor no IGP-10 de janeiro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) subiu 0,45% no primeiro mês de 2019, após a deflação de 0,09% registrada em dezembro de 2018. Cinco entre oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas, com destaque para o grupo Habitação, que passou de um recuo de 0,53% em dezembro para alta de 0,27% em janeiro. A tarifa de eletricidade residencial caiu 0,83% em janeiro, após a queda de 4,19% verificada em dezembro.

Os demais acréscimos ocorreram nas taxas de variação dos grupos Transportes (de -1,02% em dezembro para -0,22% em janeiro), Alimentação (de 0,41% para 0,91%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,05% para 0,52%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,95% para 1,37%). Houve influência dos itens gasolina (de -4,69% para -2,58%), laticínios (de -3,49% para -0,62%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de -1,26% para 1,08%) e cursos formais (de 0,00% para 1,97%).

Na direção oposta, houve decréscimo nas taxas de variação ou até mesmo deflação em alguns grupos, como Vestuário (de 0,23% para 0,06%), Comunicação (de 0,09% para 0,05%) e Despesas Diversas (de 0,27% para 0,16%), com contribuição dos itens acessórios do vestuário (de 1,22% para -0,69%), pacotes de telefonia fixa e internet (de 0,38% para 0,25%) e tarifa postal (de 5,43% para 0,00%), respectivamente.