Gás

Ganha mais importância a participação do gás natural na matriz elétrica


Geração termelétrica a gás natural foi o tema do quarto workshop sobre fontes energéticas no âmbito do planejamento a longo prazo. O evento realizado quinta-feira (03/10), no Ministério de Minas e Energia, ampliou a discussão da integração da fonte na matriz elétrica.

De acordo com o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, Reive Barros, nos anos de 2014 e 2015, foram gastos R$ 22 milhões em despachos térmicos. “Se estivéssemos utilizado gás natural naquela oportunidade, tínhamos gastos R$ 10 milhões. Um impacto de 6% na tarifa do consumidor. Hoje, começamos a dar sinais importantes sobre a participação do gás natural na matriz elétrica. ”

Para 2027, de acordo com o Planejamento Decenal de Energia, a previsão de produção bruta de gás natural é aumentar 97%, chegando a 217 milhões m³ por dia em 2027. A expectativa é que a geração térmica a gás natural chegue a 11% da capacidade instalada do País no mesmo período. O número representa um aumento de 10.000 MW.

Com o Novo Mercado de Gás, a expectativa é integrar o gás do Pré-Sal à matriz energética e ao mercado industrial, tornando as termelétricas a gás viáveis, reduzindo assim o preço da energia.

Outra estratégia para integrar o combustível à matriz elétrica é o Leilão A-4, previsto para março de 2020, que propõe a substituição de 5 GW de termelétricas movidas a óleo diesel por gás natural – mais baratas e menos poluentes. A iniciativa atenderá à redução de custos de operação e aumento da segurança energética, trazendo benefícios tarifários para os consumidores.

O workshop foi dividido em quatro painéis: integração dos setores de gás natural e energia elétrica; tecnologias em geração térmica a gás natural; recursos e infraestrutura para geração térmica; e desenho de mercado.

A mesa de abertura foi composta pela secretária-adjunta de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Renata Isfer, pelo diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Rodrigo Limp, pelo diretor de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), José Mauro Coelho, pelo superintendente da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Helio Bisaggio e pela diretora do Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ceri), Joisa Dutra.

 

Fonte: Redação/Assessoria MME