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FIRJAN REAVALIA PROJETOS PARA O SETOR DE ÓLEO E GÁS POR CONTA DA CRISE

Apoiar a indústria de petróleo e gás a inovar e aumentar produtividade, incentivando a competitividade entre as empresas. Essa é a missão da Firjan, que através do Sesi, Senai e IEL dá suporte ao setor. Segundo a Gerente de Petróleo, Gás e Naval do Sistema Firjan, Karine Fragoso, o esfriamento do mercado após mais de uma década de bons negócios fez a instituição reavaliar alguns projetos. De acordo com ela, o momento na indústria é de apoio mútuo para superar a fase ruim e um acordo de cooperação assinado com o Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) é mais um exemplo do que vem sendo praticado no setor.

Como a Firjan está apoiando as empresas do setor de óleo e gás durante a crise?

Nós continuamos atuando da maneira de sempre, abrindo espaço para receber e entender os questionamentos dessas empresas e apoiando soluções encontradas. Essa é nossa maneira de atuar, dentro de uma crise ou não. Nosso objetivo é estimular a competitividade e produtividade, dando apoio a pleitos ou em direcionamentos, como realizado dentro do centro internacional de negócios que apóia industrias na linha de exportação. Através da área de economia nós realizamos estudos baseados em argumentos, como dados econômicos, para encaminhar pleitos da indústria. Duas áreas são muito importantes para questões relacionadas a licitações e procedimentos para obedecer normas, que são as áreas jurídica e de meio ambiente. Por fim, temos o Sesi, Senai e IEL.

Como Sesi, Senai e IEL colaboram com o setor de óleo e gás?

O IEL é voltado para a formação de gestores, enquanto o Senai é mais direcionado para a gestão profissional e inovação, como nos centros de tecnologia. Essas unidades ajudam em novos caminhos, novos produtos e soluções de tecnologia que algumas vezes as empresas precisam apenas de uma ajuda para alcançar. O Sesi vem desde o ensino fundamental, voltado para o trabalhador da indústria, em áreas como segurança do trabalho e medicina, por exemplo.

Quais centros de tecnologia a Firjan dispõe hoje em dia?

Atualmente são quatro unidades e uma delas foi recentemente aberta. Após uma reformulação, o centro tecnológico de meio ambiente foi transformado no Instituto Senai de Inovação (ISI) de Química Verde.

Por que foi feita essa reformulação?

Este um processo que está sendo realizado em parceria com o Departamento Nacional, não só no Rio de Janeiro como em todo o Brasil. A idéia é que cada estado tenha a sua competência, não replicando investimentos. Se algo não estiver instalado no Rio de Janeiro, é possível puxar essas competência em outra localidade e atender a indústria necessitada.

A crise fez projetos da Firjan serem cancelados?

Nós temos alguns projetos represados no sentido de que alguns estão passando por uma revisão em seu escopo, buscando recortar, e outros em que o prazo está sendo trabalhado. É preciso adequar o nosso ritmo ao do mercado que temos hoje.

Algum segmento da indústria de óleo e gás tem apresentado mais dificuldades?

Todos os elos da cadeia precisam de atenção, só que alguns são de maior porte que outros, portanto, têm um folego um pouco maior. Tivemos um pouco mais de uma década de bons negócios e com o tempo voltaremos aos bons ritmos. Nossa preocupação é o timing. Algumas decisões que estão sendo tomadas hoje, se tomadas algum tempo atrás, nós fariam passar de uma forma mais branda pela situação que estamos passando.Quanto antes tomadas asmedidas necessária se para reverter essa curva de perda, melhor.

Do que se trata o acordo firmado entre a Firjan e o IBP na OTC de Houston?

Nós firmamos um protocolo de intenções com o IBP. É um acordo para trabalhar alguns projetos que temos em comum. Dentro da federação nós olhamos toda a indústria do Rio de Janeiro, mas a Gerencia de Petróleo e Gás é uma espécie de mini IBP dentro da federação. Nossa proposta de estar próximo à indústria fica mais fácil com o IBP. O momento geral na indústria é de trabalhar de forma integrada, para conseguir avançar na retomada.

Fonte: PetroNotícias