Construção Civil

CBIC LIDERA DEBATE E COBRA RETOMADA DO INVESTIMENTO, MELHORIA DA EXECUÇÃO E MAIS EFICIÊNCIA DO GASTO PÚBLICO


A solução da atual crise brasileira não está no estímulo ao consumo, mas sim, na retomada do investimento e na requalificação do gasto público. Baseada nessa conclusão, a construção civil avança no debate em torno da recuperação da economia brasileira, cobrando uma agenda que envolva medidas estruturantes para além de um mero ajuste fiscal, a recuperação da capacidade de investimento e novos paradigmas para o gasto público que redundem em maior eficiência da administração e efetividade dos recursos aplicados pelas esferas do Poder Executivo. Foi com esse posicionamento que a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) realizou o seminário “Investimentos em infraestrutura e seus impactos”, na última quarta-feira (06), na Câmara dos Deputados. Em parceria com o SENAI Nacional, a entidade apresentou e discutiu estudos sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o gasto público no Brasil. “Nos últimos anos, o Brasil cresceu baseado no consumo e todos nós sabemos que isso é insustentável. Esses trabalhos apresentam dados efetivos que comprovam a necessidade de melhorar os gastos”, afirmou José Carlos Martins, presidente da CBIC. “Nós estamos trabalhando para que quando essa crise passar tenhamos um Brasil diferente, um Brasil melhor do que vivemos hoje”, afirmou.

Parlamentares, empresários e dirigentes da construção civil ocuparam o auditório Nereu Ramos para uma manhã de debate sobre o PAC, principal vetor de investimento do governo federal, e sobre a qualidade do gasto público no país. Na ocasião, conheceram os resultados de estudos produzidos pela Associação Contas Abertas; pela Inter.B Consultoria e pelo economista Raul Velloso. Em síntese, os três especialistas convergiram para um conjunto de conclusões que justificam a preocupação da construção civil e reforçam a importância do debate que o setor vem liderando: (1) a gestão dos projetos – e dos investimentos públicos – alcançam maior êxito quando em parceria com a iniciativa privada; (2) a despeito do significativo volume de recursos aplicado, o investimento no Brasil não produz os impactos desejados; (3) a reversão da crise exige a aprovação de reformas estruturais que melhorem o ambiente de negócios no Brasil, favorecendo a recuperação do investimento.

Os especialistas também endossaram a percepção de que a infraestrutura é o segmento com maior potencial para a arrancada, posição que tem sido defendida pela CBIC. “Há muito a fazer na infraestrutura, o Brasil tem grande carência nesse setor. Por isso, temos cobrado a execução do programa de concessões e parcerias público-privadas”, disse o presidente da CBIC.

“Quando vemos esses resultados, enxergamos a infraestrutura sem photoshop e percebemos que não estamos avançando”, destacou o presidente da Comissão de Obras Públicas, Privatizações e Concessões (COP/CBIC), Carlos Eduardo Lima Jorge. “É preciso ter uma estrutura sustentável de crescimento da infraestrutura, pois o preço de medidas imediatistas será muito mais caro”.

 

Fonte: Informativo CBIC Mais