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Eficiência Energética

Brasil deve ampliar capacidade de energia solar em 115% em 2018, diz associação

A capacidade instalada em energia solar no Brasil deve fechar o ano perto de 2,5 gigawatts, um salto de cerca de 115 por cento ante a marca de 1,15 gigawatt no final de 2017, projetou nesta quarta-feira a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

O impulso à fonte, que apesar de um enorme potencial representa apenas 0,8 por cento na capacidade do país, dominada por hidrelétricas e com crescente participação de térmicas e eólicas, deve vir tanto da construção de grandes parques fotovoltaicos quanto de instalações menores, em telhados.

Esses sistemas de pequeno porte, conhecidos como geração distribuída, inclusive, devem crescer em ritmo um pouco mais acelerado que a capacidade das grandes usinas em 2018, segundo a Absolar, que vê o país fechar o ano com 410 megawatts em energia solar distribuída, alta de 124 por cento ante 2017.

Já as grandes plantas solares devem somar 2,06 gigawatts até o fim do ano, uma expansão de 114 por cento, segundo a associação, que apresentou suas previsões atualizadas em uma conferência do setor em São Paulo.

Os principais fatores que têm puxado o acelerado crescimento das pequenas instalações de energia solar em residências, comércios e indústrias são a disparada das tarifas de energia nos últimos anos e a significativa queda nos preços dos equipamentos de geração, a maior parte importada da China.

O custo no Brasil de um sistema de até 5 kilowatts-pico caiu quase 30 por cento entre 2013 e 2017, de acordo com levantamento do Instituto Ideal, da Universidade Federal de Santa Catarina.

Segundo o diretor de estudos de energia da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Amílcar Guerreiro, a expansão solar tem à sua disposição no país um universo de cerca de 50,7 milhões de residências —em uma projeção conservadora, sem contar edifícios— ou 3,9 bilhões de metros quadrados em telhados que podem ser cobertos por placas fotovoltaicas.

Isso seria suficiente para produzir energia equivalente a duas vezes o consumo residencial atual no país.

Ele estimou, no entanto, que a geração distribuída como um todo no Brasil, incluindo uma participação menor de outras fontes, deve alcançar cerca de 3 por cento da geração total de energia em 2027.

Apesar da pequena parcela final, isso representaria um crescimento médio de 143 por cento ao ano na tecnologia.