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Custo da energia elétrica subiu 52,8% desde 2013, aponta boletim da FIRJAN

Apesar da redução no preço da energia elétrica em 2016, o custo do insumo para o setor industrial aumentou 52,8% desde 2013, aponta o Boletim de Conjuntura do Setor Elétrico Brasileiro, produzido pelo Sistema FIRJAN. O estudo, que traz informações referentes ao terceiro trimestre deste ano, revela que a queda de 7,9% no custo médio da energia ao longo de 2016, devido ao desligamento de algumas térmicas, ainda não é suficiente para torná-la competitiva para o setor produtivo.

“O custo continua num patamar muito elevado para a indústria brasileira, que perde competitividade. Para o setor industrial fluminense a situação é pior, porque o estado do Rio paga a maior tarifa de energia elétrica industrial do país”, alertou Ana Thereza Costa, analista de Estudos de Infraestrutura da Federação.

Ela afirma que a possibilidade de manutenção da bandeira amarela nos próximos meses é outra questão a qual as indústrias devem estar atentas: “Isso dependerá das condições hidrológicas, que podem provocar o acionamento de térmicas mais caras. Se olharmos previsões do Operador Nacional do Sistema (ONS), de fato é uma possibilidade”. A bandeira amarela entrou em vigência em novembro e adiciona R$ 15 por megawatt consumido.

Este ano o nível de reservatórios se manteve acima da média verificada em 2015. De acordo com o boletim, isso impactou diretamente na maior participação das hidroelétricas na geração de energia elétrica.

Em 2016 também se registrou incremento de 63% na geração a partir da fonte eólica, tendência que deverá se manter. Contudo, o estudo alerta que, apesar do início do período úmido, é possível que os reservatórios terminem o ano com 29,9% da capacidade, patamar inferior ao observado em dezembro de 2015.

Segundo o boletim, no trimestre houve redução do consumo de energia na indústria, em comparação com o mesmo período de 2015. Já em relação aos trimestres anteriores deste ano, a trajetória de consumo é de crescimento. “Como a atividade industrial em 2016 sofreu uma retração menor do que no ano passado, isso se refletiu no consumo, que vem seguindo trajetória ascendente”, explicou Ana Thereza.