Gás

Brasil tem potencial único de petróleo e gás natural


O pré-sal voltou a ser a grande estrela do cenário que trouxe ânimo novo à indústria de petróleo e gás no país, após a retomada dos leilões de áreas exploratórias pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Até 2054, os investimentos deverão chegar a R$ 1,8 trilhão e a arrecadação, a R$ 6 trilhões. São R$ 167 bilhões ao ano, o que equivale ao déficit fiscal atual do país. A produção do pré-sal representa 53% de todo o petróleo e gás natural extraído nas bacias sedimentares brasileiras.

– O Brasil precisa converter esse potencial em recursos para retirar milhões de pessoas da pobreza – afirmou o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, durante palestra no seminário “Debates do Brasil – Os caminhos do futuro do óleo e gás no país”, realizado pelo Jornal O Globo com apoio do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), no dia 28 de agosto, no auditório da Maison de France, no Centro do Rio.

Autor da palestra “Setor de óleo e gás no Brasil: impactos na economia”, Oddone observou que o petróleo, mesmo a “a caminho da obsolescência”, manterá sua relevância global por algumas décadas e entrará em declínio nos anos 2030. Para ele, o Brasil precisa aproveitar suas reservas de petróleo enquanto elas têm valor.

– Foram quase 60 anos de monopólio, até 1997, e mal conhecemos o potencial exploratório do país. Apenas cerca de 5% de nossas áreas sedimentares, onde pode haver petróleo, estão sob contrato. Há bacias, em pleno século XXI, em que não foi explorado um poço sequer – informou.