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Energia elétrica

PROJEÇÃO DE CONSUMO DE ENERGIA EM ABRIL DISPARA NO SUDESTE PARA 6,2%

A terceira revisão do Programa Mensal de Operação do mês de abril indica uma projeção de queda nos volumes de energia natural afluente para o final do período em todo o país na comparação com o que se esperava na semana passada. A região Nordeste que já vinha pressionada teve uma redução na expectativa de ENA de 26% para 23% da média histórica. Na maior região em termos de consumo e armazenamento, o Sudeste/Centro Oeste, a projeção mensal recuou de 77% para 72% da MLT. No sul, a previsão ainda está acima da média com 135% ante os 149% esperados na semana anterior. No Norte a nova expectativa de fechamento do mês é de 54% da MLT, nível quatro pontos porcentuais abaixo do calculado sete dias atrás.

Segundo dados do Informativo do Programa Mensal de Operação, divulgado no último 15, pelo ONS, os novos níveis esperados de armazenamento ao final do mês apresentaram redução em quase todos os submercados, a exceção é no Norte, cuja previsão é de estabilidade em 70,6%. No SE/CO caiu de 58,4% para 56,8%. No Sul recuou de 90,7% para 84,7% e no NE ficou em 33,5% ante os 34,1% projetados na revisão da semana passada.

Já em termos de carga houve uma nova revisão de expectativa para cima. Duas semanas atrás a projeção apontava para uma demanda 2,9% mais elevada do que em abril de 2015, na semana passada esse indicador passou a 3,6% e agora apresentou elevação de 1,3 ponto porcentual, para um crescimento de 4,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Essa projeção, argumentou o ONS decorre da ocorrência de temperaturas mais elevadas, principalmente, no SE/CO e no Sul do país, quando comparadas ao mesmo período do ano passado. Com isso, a previsão é de carga de 69.293 MW médios. O maior indicador projetado é para o submercado SE/CO, onde se espera demanda 6,2% mais elevada do que em abril de 2015 e no Sul o indicador é de 5% de crescimento. No NE, a estimativa é de aumento de 0,9% e no Norte de 3,5%.

Apesar das condições mais pressionadas na operação do sistema, o Custo Marginal de Operação médio avançou levemente. No Nordeste continua o valor mais elevado com R$ 276,13/MWh, sendo que nas cargas pesada e média o valor é de R$ 282,80/MWh e na leve R$ 267,46/MMWh. No restante do país o valor está equacionado sendo a média de R$ 39,62/MWh, a carga pesada está em R$ 41,18/MWh, a média em R$ 39,88/MWh e a leve em R$ 39,02/MWh.

O despacho térmico, explicou o ONS no documento semanal, considera-se além da geração térmica despachada por ordem de mérito, o adicional de geração térmica despachada com CVU inferior a R$ 211/MWh para a garantia energética. Os volumes a serem despachados para a semana estão em 10.374 MW médios. A maior parcela está dentro da ordem de mérito com 5.828 MW médios e por garantia energética estão 3.613 MW médios, enquanto 904 MW médios são por inflexibilidade e 29 MW médios por restrição elétrica.

Fonte: CanalEnergia