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CRISE POLÍTICA PODE ATRASAR VENDA DE ATIVOS, DIZ PRESIDENTE DA PETROBRAS


O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, afirmou que diante da crise política pela qual passa o Brasil e o governo federal, “é natural que a venda de ativos possa atrasar um pouco”. A afirmação foi feita por Bendine em 21 de março de 2016 durante apresentação do balanço de 2015 da companhia.

Questionado se a crise política interferiria no interesse de possíveis compradores de ativos, Bendine disse não acreditar, mas afirmou que é natural que o plano possa sofrer atrasos em momento de “conturbação política do país”.

O presidente da petroleira reforçou que o plano de vender US$ 14,1 bilhões em ativos até o final de 2016 não esta ameaçado. Estaria, disse, se a Petrobras fosse empresa com histórico de quebra de contratos, o que, afirmou, não ocorre.

“Estamos discutindo relação comercial. Temos ativos para vender. A Petrobras é empresa uma real, sólida. O que investidor não gosta é de quebra de contrato. A partir do momento em que há solidez do contrato, o investidor se sente seguro. É natural que em momento de conturbação política do país, isso possa atrasar um pouco”, disse.

Questionado especificamente se a empresa trabalha com algum cenário que inclua o impeachment da presidente Dilma Rousseff em seus planos para o ano, Bendine afirmou que não cabe à companhia “se preocupar com essa questão e sim em tocar a gestão”, afirmou.

Apesar do cenário ruim do setor de petróleo em função da queda do preço barril, os ativos “têm gerado procura muito forte”. A empresa tenta desde o ano passado vender ativos não considerados prioritários para o negócio da petroleira. Em dezembro, a empresa conseguiu vender a Gaspetro, empresa de distribuição de gás nos estados.

A venda da BR Distribuidora, dona de postos de combustíveis em todo o pais, é a maior aposta da companhia para levantar recursos no programa, mas ainda não foi concretizada. A empresa espera pagar dívidas com os recursos levantados na venda de ativos.

Fonte: GásNet