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CARGA DEVE FICAR ABAIXO DO PREVISTO INICIALMENTE PARA 2016

A redução do consumo e a melhora nas afluências estão contribuindo para derrubar os preços do PLD (Preço de Liquidação das Diferenças) em 2016. No início de 2015, projetava-se uma carga de 70.257 MW médios para janeiro de 2016, mas a expectativa é que esse volume chegue a 66.906 MW médios. A partir daí a carga seguirá em queda até despencar para 61.525 MW médios em junho de 2016, ante uma previsão de 67.206 MW médios.

As projeções da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) preveem uma melhora no consumo apenas no segundo semestre, fechando dezembro de 2016 com 64.987 MW médios, porém abaixo dos 69.606 MW médios previstos anteriormente. 

A expectativa é que a carga média do Sistema Interligado Nacional (SIN) registre uma redução de 7,4% em 2016 quando comparada com a projeção inicialmente calculada em janeiro de 2015. As informações foram apresentadas em 04 de janeiro de 2016, durante a primeira edição do InfoPLD no ano.

Em 2015, a carga sofreu uma redução total de 4,8% sobre o projetado incialmente.   Por outro lado, a CCEE tem observado uma recuperação das afluências, principalmente no submercado Sudeste, que nos últimos dois meses de 2015 apresentou desempenho acima da média histórica.

O subsistema Sul segue em patamar bastante alto, chegando a quase 300% da Média de Longo Termo em dezembro de 2015. Mesmo o Nordeste tem apresentado recuperação das ENAs: havia fechado novembro com 17% da média histórica e em dezembro subiu para 27%.  

“Vale destacar que, apesar dos índices abaixo da média no Norte e Nordeste, este último submercado apresentou ligeiro aumento das ENAs, passando de 17% para 27% da média em dezembro de 2015, mostrando sinais de recuperação para os próximos meses”, disse Rodrigo Sacchi, gerente de preços da CCEE. A expectativa é que a partir de janeiro de 2016 as afluências também voltem a se recuperar no Norte.  

O armazenamento do SIN fechou dezembro de 2015 com um índice razoável, mas ainda bem abaixo da média histórica para as regiões Sudeste, Norte e Nordeste. Os reservatórios da região Sul, por sua vez, estão praticamente cheios. “É importante destacar uma tendência de recuperação dos reservatórios, inclusive na região Sudeste, que fechou 2015 com quase 30% de energia armazenada. Mesmo de forma mais tímida, isso também é notado nos reservatórios das regiões Norte e Nordeste”, lembra Sacchi. O Sudeste terminou o ano de 2015 com 29,8% de armazenamento; o Sul com 98,4%; o Nordeste com 5,2%; e o Norte com 15,4%.  

“Essa percepção de melhora das afluências, melhora do armazenamento e redução do consumo tem contribuído para redução dos preços”, destaca Sacchi. Há uma expectativa que o Preço de Liquidação das Diferenças siga em queda no Sudeste, devendo se aproximar do mínimo nos próximos meses.  

“A previsão da carga para todo o Sistema Interligado Nacional (SIN) sofreu seguidas reduções ao longo do ano de 2015 com a diminuição do consumo nos ambientes de contratação livre e regulado. Houve queda de 4,8% em relação à carga prevista no início de 2015, o que contribuiu para a redução do PLD, notado principalmente no segundo semestre do ano passado”, lembra o gerente de preço da CCEE.  

O PLD do submercado Sudeste/Centro-Oeste ficou em R$ 116/MWh em dezembro, sendo fixado em R$ 42/MWh já na segunda semana de janeiro. “Esse valor confirma a tendência de queda do PLD para 2016, devendo inclusive atingir o valor mínimo nos próximos meses”, comenta.  

Em relação ao fator de ajuste do MRE (Mecanismo de Realocação de Energia)  (GSF – Generation Scaling Factor), os dados mostram um comportamento mais favorável em dezembro de 2015 com índice de 95,7%, o que deve consolidar o ano de 2015 em 84,5%. “Para 2016, ainda estamos analisando os dados de forma preliminar e eles indicam que devemos ter um fator de ajuste do MRE de 91%, como consequência da redução do consumo e da manutenção do despacho térmico adicional por segurança energética”, ressalta Sacchi.    

O Encargo de Serviços para o Sistema (ESS) preliminar para dezembro de 2015 deve totalizar R$ 678 milhões, fechando o ano de 2015 em R$ 5,6 bilhões. Em 2016, a avaliação preliminar aponta que o ESS deva ficar em R$ 5,1 bilhões.

Fonte: GásNet